A MÃE DESNATURADA

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Domingo é dia das mães e quero aqui cumprimentar a todas as mães que frequentam o blog, prestando-lhes a minha homenagem sincera e levando-lhes todo o meu carinho pela data. Parabéns.

Feliz dia das mães !


A minha mãe já faleceu. Costumo dizer que ela era linda por dentro e por fora. Sinto saudades dela. Era carinhosa e justa.  Quando necessário, aplicou-me boas chineladas.  Não a culpo. Eram necessárias. Não frequento psicanalistas.

A minha mãe era ciumenta. Tinha ciumes de uma outra mãe emprestada que eu possuía na época e que eu venerava. Sabem de quem eu falo, não é ?  A minha mãe brasileira e a de muitos colegas era o Banco do Brasil, nosso empregador e hoje patrocinador da Previ.

Costumávamos dizer que o BB era uma mãe para nós.

Às vezes nos surpreendia com gratificações extraordinárias, vejam só que maravilha.  Era uma festa !

O ambiente de trabalho era familiar, tratávamos os colegas como membros da família. O trabalho nos motivava, era pelo progresso do país.

E de repente essa mãe extraordinária e maravilhosa se modificou, virou uma mãe desnaturada, que em vez de amparar e ajudar os filhos passou a sugar deles sangue, suor e lágrimas.  Pode ter havido tal transformação ?

Pois é, aconteceu perante nossos próprios olhos no final da década de oitenta.  Alguns reclamaram, outros procuraram explicações, outros tomaram providências.

Na verdade, o BB mudou para pior. Está desumano, ineficiente, sem alma, e desnaturado.

Não merece homenagem pelo dia das mães.


12 comentários:

Jair Mário Bork disse...

Concordo contigo, Dr. Medeiros. Havia uma época em que estufávamos o peito para dizer "sou funcionário do BANCO DO BRASIL". Éramos respeitados, até invejados. Fui gerente em Descanso e Araranguá (SC) e era tratado como autoridade, compunha o palanque vip no desfile de 7 de setembro, era convidado para paraninfar baile de debutantes, etc, etc. Hoje, o gerente do BB é um ilustre desconhecido e os funcis, então, são simples bancários. No meu entender, essa modificação ocorreu em meados dos anos 80, quando o BB perdeu a famosa "Conta-Movimento". A partir daí, deixamos de ser autoridade monetária, deixamos de ditar taxas e juros para o sistema financeiro e tivemos de correr atrás de metas e captação de recursos. Deu no que deu e hoje só temos frustrações e decepções, como se observa no acompanhamento desse Blog. Mas bola prá frente e vamos ser generosos e comprar um belo presente, para nossa mãe ou para nossa companheira de jornada, que elas merecem. FELIZ DIA PARA TODAS AS MAMÃES DA FAMÍLIA BB.

djpga disse...

Bons tempos que esta mãe era boa. Eu acho que ela não mudou, para mim ela faleceu, e puseram uma madrasta, daquelas más, para olhar pelos filhos do BB.
Mas fica aqui meu desejo de Feliz dia das mães, a todas as mães que visitarem ou não este blog.

Anônimo disse...

OH..! que saudades daqueles tempos, quando o BB era, realmente, a nossa segunda mãe. E nós, funcionários, pertencíamos a uma grande família...

Hoje, já quase 6 anos após minha saída, vejo de fora o quanto isso mudou...

A gente vai à agencia, onde possui a conta corrente, e veja os ex-colegas "abaixo de mau tempo", ou entulhados de papéis à sua frente, ou tentando "empurrar" produtos aos clientes...

Por conhecê-los, ou já ter trabalhado juntos, a gente se encaminha a eles para SIMPLESMENTE entregar uma GUIA de solicitação de MEDICAMENTOS PRA CASSI(coisa de segundos), mas se torna uma grande dificuldade.

O funci parece "anestesiado", ao levantar a cabeça de forma lenta(slow motion), quase não te reconhecendo...
Digo que é para encaminhar a guia à Cassi...e ele quase não se manifesta, parecendo não entender, ou talvez já se esquecendo que isso sempre foi um procedimento NORMAL, que faz parte das instruções, onde os aposentados devem se direcionar à CASSI e PREVI, através da agencia onde mantém a conta...

Bem, após tentando com dois funcionários, acabei entregando diretamente ao Gerente Geral ali ao lado(e este prontamente se comprometeu a enviar).

Fiz esse relato só pra registrar o quanto MUDOU o banco, e o coleguismo dos funcionários...

Mas,
dr.Medeiros,

...quero aproveitar também para desejar um feliz DIAS DAS MÃES a todas as mães desse Brasil...
E à minha(que já se foi), que era maravilhosa pra mim, muita paz espiritual lá no céu...

Abraço a todos..!


Janone

Anônimo disse...

Eu acho que a culpa por essa mãe ter se tornado desnaturada é dos próprios filhos. Os filhos se submetem as ações dos maus pais enquanto menores e indefesos.Quando se tornam adultos devem exigir respeito até dos próprios pais.

Ari Zanella disse...

Caro Dr. Medeiros,

Muitos estão comentando que não conseguem abrir o seu blog. Estava acontecendo algo semelhante com o meu. Quando tentava abrir, ENTRAVA O SITE WWW.OPROMO.COM Este site é o responsável pelo "Usuários online" que no caso do teu blog tem o nome de "ONLINE AGORA" (logo abaixo da "Minha lista de blogs")

Este (Online agora) é um GADGET gratuito que o site www.opromo.com está solicitando para renovar.
Por isso, que não abre (às vezes) o blog. No meu caso, BASTOU QUE EU O EXCLUÍSSE.
Um forte abraço e parabéns à Ana pelo dia das mães.

Anônimo disse...

Ilustre Doutor Medeiros, saudações respeitosas.

"O ambiente de trabalho era familiar, tratávamos os colegas como membros da família. O trabalho nos motivava, era pelo progresso do país."

Recordar isso que eu, também, vivi, quase faz(Ou faz mesmo!)lacrimejar.

Bom retorno, após a pane eletrônica e um abençoado dia das mães para a "sua" Ana, como eu espero para a "minha".

Grato por tudo e PAZ E BEM!

Fernando Lamas
Valinhos(SP)

"E Maria deu à luz o seu filho primogênito."
Lucas 2,7a.



carlosdomini disse...

Concordo consigo em tudo, hoje só valemos algumas coisa quando temos uma conta gorda, privilégio de poucos, os protegidos.Tem agência como a daqui de nazaré-Ba temos é que tirar senha.Lembro-me lá pelos idos de 80/90 que prazer era atender um aposentado, sabíamos o seu valor.Porém discodo um pouco do colega de cima.De fato a conta de movimento pesou em algo porém quem desgringolou o Banco foi o Collor com seu novo rosto e outras baboseiras mais aqquitetadas nos arcabouços da casa da Dinda.Teve época que o BB nos emrestava dinheiro para compra de ações , a Previ com seu empréstimo simples as vezes perdoava os débitos.Nõ existia esta desculpa de superavit para nos deixar de mãos atadas como será daqui a pouco com a ameaça de extinção do BET e outras ameaças que disfarçadamente a Previ coloc no ar.hoje sim vejo não um ruido vermelho de fato mas um nazismo sem fim
Aproveito para neste dia de alegria desejar a todas as mães do BB , Previ um Feliz Dia, passado em brancas nuvens ela Previ nem dar um alento as sofridas pensionistas

Anônimo disse...

Eu vi minha mãe rezando.

Aos pés da Virgem Maria.

Era uma santa escutando,

O que a outra santa dizia.

Anônimo disse...

Já foi.
Já era.

Esse banco não eh do Brasil.

Anônimo disse...

Dr. Medeiros,
a quadrinha das 12:52 h é da autoria de Catulo da Paixão Cearense;
apesar do sobrenome ele nasceu no Maranhão.
suas músicas e poesias transitam pelo falar matuto e também o clássico, citando frequentemente gregos e latinos antigos.
seu poema "Terra Caída" mostra as difuldades do amazonense.
a ele atribui-se a autoria de "Luar do Sertão" mas segundo outras fontes essa música seria na verdade de João Pernambuco. Este último era afrodescente e tinha bloqueado seu livre trânsito na sociedade, o que,
segundo essas fontes teria resultado nessa apropriação indébita.
isso lá por 1920 .. esperteza, hein ?

Anônimo disse...

Dr. Medeiros, belo texto. Aproveitando, a nosssa segunda mãe,o BB, era boa até que apareceu uns irmãos oportunistas para repartir a herança. Cito alguns,Collor(nos mostrou ao Brasil,como marajás)alguns sindicatos(onde alguns irmãozinhos,sem nossa procuração,negociaram o fim do anuënio,o fim das promoções automáticas,insterstícios,)alguns partidos políticos,que viram no BB e PREVI, uma boquinha para seus filhos puxa-sacos.

Anônimo disse...

A minha mãe não faleceu. graças ao bom DEUS, apesar do Alzheimer, que as vezes nem me reconhece como filho, mas mantemos a esperança que a Previ tenha o respeito e a honra de corrigir a injustiça e conceda os tao almejados 100 por CENTO dignos de total direito para suas famílias.
Esperamos que ainda haja homens e gestores dignos para avaliarem isto.
Respeitem verdadeiramente as pensionistas senhores gestores da Previ.

Carlos Mensonça